Quem visita a Réplica da Casa de Dom Bosco dos Becchi, no Salesianos Pindamonhangaba, é convidado a fazer mais do que conhecer uma construção que reproduz a casa da infância do santo dos jovens. A proposta é proporcionar uma experiência: aproximar-se das raízes de Dom Bosco, conhecer o ambiente simples onde sua vocação começou a florescer e experimentar um pouco daquele espírito de família que marcou toda a sua vida e sua missão.
É nesse contexto que o Café Mamãe Margarida, situado próximo à Réplica, vai encontrando também a sua identidade e sua vocação.
O nome é uma homenagem a Margarida Occhiena, a Mamãe Margarida, mãe de Dom Bosco, mulher simples e profundamente cristã que, com sua fé, sabedoria e dedicação, foi decisiva na formação humana e religiosa do pequeno João Bosco.
Por isso, há algo de muito significativo no fato de um espaço que leva o seu nome estar se transformando justamente em um lugar onde as pessoas se encontram, sentam-se à mesa, conversam, celebram a vida e experimentam a alegria de estarem juntas.
Da visita à Casa, o convite para sentar-se à mesa
O Café Mamãe Margarida funciona aos domingos pela manhã e no final da tarde, a partir das 17h. Muitos dos que participam das Missas das 8h, 10h e 18h já fizeram do Café um ponto habitual de encontro.
Alguns clientes marcam presença praticamente todos os domingos. Depois da celebração, permanecem um pouco mais no ambiente salesiano para tomar um café, saborear um bolo e, principalmente, conversar e conviver.
Mas, nos últimos meses, o Café começou também a revelar uma nova possibilidade: tornou-se um espaço procurado para encontros, comemorações e pequenas celebrações.
E o mês de agosto de 2026 foi particularmente significativo para confirmar essa nova vocação.
Agosto: um mês de muitos encontros
Aniversários reuniram amigos e familiares no Café, alguns deles tendo o saboroso caldinho como parte da confraternização.
Três famílias escolheram o espaço para realizar a festa de batizado de seus filhos. Depois da celebração de um momento tão importante na vida cristã, familiares e amigos puderam continuar juntos, em clima de alegria e fraternidade.
O Café recebeu também cerca de 60 empreendedores de diferentes cidades do Vale do Paraíba, que encontraram no ambiente um espaço para convivência, integração e troca de experiências.
No sábado, 8 de agosto, mais de 60 ciclistas da região escolheram o Café Mamãe Margarida como ponto de encontro. Reunidos para um café, puderam confraternizar antes de partirem para seus diferentes percursos e metas de pedalada.
São grupos muito diferentes entre si, mas que acabam encontrando algo em comum: um lugar bonito e acolhedor onde é agradável estar juntos.
Literatura e cultura encontram a história de Dom Bosco
No dia 24 de agosto, o espaço viveu outra experiência muito especial com a presença de integrantes da Academia Pindamonhangabense de Letras.
O encontro ganhou um significado histórico particular, pois o salesiano Pe. Júlio Comba já fez parte da Academia.
Os participantes conheceram a Réplica da Casa de Dom Bosco, aproximando-se da história dos Becchi e das origens do santo dos jovens. Depois da visita, dirigiram-se ao Café Mamãe Margarida, onde um saboroso café foi acompanhado por um agradável momento de sarau.
Literatura, memória, música, história, convivência e espiritualidade se encontraram naquela tarde.
Foi também uma bela demonstração daquilo que o conjunto formado pela Réplica da Casa de Dom Bosco, Café Mamãe Margarida, lago e área verde pode proporcionar aos grupos que chegam ao Salesianos Pindamonhangaba.
Salesianos encontram-se junto à Casa dos Becchi
Os grupos salesianos, naturalmente, encontram nesse ambiente um significado ainda mais especial.
No dia 10 de agosto, o Pe. José Rodolfo trouxe colaboradores de São José dos Campos para conhecerem a Réplica. Depois da visita, o encontro continuou no Café Mamãe Margarida, onde o grupo realizou também a comemoração dos aniversariantes.
No domingo, 16 de agosto, colaboradores da Rede Salesiana Brasil, de Brasília, chegaram à Réplica para concluir seus dias de espiritualidade salesiana vividos na região.
E dificilmente poderia haver data mais significativa.
Era 16 de agosto, dia em que eram celebrados os 211 anos do nascimento de São João Bosco.
Depois de conhecerem a reprodução da casa onde o pequeno João Bosco viveu com sua família, os participantes concluíram a experiência com uma confraternização no Café Mamãe Margarida. E houve até bolo de aniversário para celebrar os 211 anos do nascimento do Pai e Mestre da Juventude.
De alguma maneira, naquele dia, a Casa de Dom Bosco e o espaço que leva o nome de sua mãe se encontraram novamente, agora em terras brasileiras.
Um café cercado pela natureza
A experiência de quem chega ao Café não se limita ao seu ambiente interno.
Do lado de fora estão o lago e uma grande área verde, que tornam o local especialmente agradável para famílias e crianças. Pavões, gansos, patos, marrecos, coelhos e galinhas chamam a atenção dos visitantes, enquanto muitos pássaros completam a paisagem com seus cantos.
A beleza e a tranquilidade do lugar convidam a permanecer.
As crianças observam os animais; os adultos conversam; famílias caminham pelo entorno do lago; visitantes aproveitam para conhecer a Réplica; amigos prolongam a conversa em torno de uma mesa.
Também durante as festas promovidas pelas escolas que utilizam os espaços do Salesianos Pindamonhangaba e nos eventos da própria Instituição, o Café Mamãe Margarida tornou-se uma referência para quem deseja apreciar bolos, doces e outras delícias.
E, concluindo um movimentado mês de agosto, foi também ali que os catequistas se reuniram em confraternização para celebrar o seu dia.
O espírito dos Becchi continua vivo
Talvez seja justamente aqui que a Réplica da Casa de Dom Bosco e o Café Mamãe Margarida revelem uma bonita complementaridade.
Nos Becchi, a casa da família Bosco era simples. Não havia luxo. Havia trabalho, fé, dificuldades, oração, educação e uma mãe que procurava fazer com que seus filhos crescessem como bons cristãos e pessoas de bem.
Margarida ensinava, corrigia, rezava, trabalhava e reunia sua família.
Anos depois, quando Dom Bosco começou a acolher os jovens mais pobres de Turim, ela deixou sua casa e foi ajudá-lo no Oratório de Valdocco. Ali tornou-se mãe também para aqueles meninos que muitas vezes já não tinham uma família que os acolhesse.
Por isso, Mamãe Margarida representa muito bem a espiritualidade da casa, da mesa e da acolhida.
É bonito perceber que, ao lado da Réplica da Casa dos Becchi, um Café que leva seu nome vai se tornando justamente um lugar de convivência.
Quem visita a Casa pode depois sentar-se à mesa.
Quem vem tomar um café pode descobrir a história de Dom Bosco.
Quem chega para uma festa pode caminhar pelo lago e contemplar a natureza.
Quem participa de uma celebração pode permanecer para conversar.
E grupos dos mais diferentes tipos podem encontrar ali um espaço para viver seus momentos de encontro e confraternização.
Assim, a experiência iniciada dentro da Réplica não termina quando o visitante atravessa sua porta de saída. Ela pode continuar do lado de fora, na convivência, na natureza, no encontro e na alegria de estar juntos.
A Casa fala das raízes de Dom Bosco. O Café leva o nome de sua mãe. E, entre os dois, continua vivo aquele espírito de família que fez dos ambientes salesianos uma casa que acolhe, uma paróquia que evangeliza, uma escola que prepara para a vida e um pátio onde os amigos se encontram.
É um pouco dos Becchi continuando a florescer em Pindamonhangaba.









